14 de Janeiro, 2010
O ambientalismo sempre mostrou dificuldades para ser ideologicamente rotulado. As críticas ecológicas direcionadas ao capitalismo selvagem poderiam ser igualmente dirigidas ao socialismo autoritário. Quando o ambientalismo nasceu, ainda na época da Guerra Fria, o mundo dividido entre capitalistas e comunistas, parecia bucólico discutir a depredação da natureza. No fundo, mesmo concorrendo entre si pela supremacia mundial, EUA e URSS mostravam a mesma visão sobre o progresso e a sua relação com a natureza, ou seja, nunca ligaram verdadeiramente para a devastação ecológica. A poluição era vista, por ambos os lados, como o “preço do progresso”.
A diferença dependia da liberdade de expressão. Na cortina de ferro soviética, os graves problemas da economia centralizada pelo Estado pouco apareciam. Nos países livres, ao contrário, a imprensa livre dava vazão às modernas críticas do ambientalismo, aproximando-o dos contestadores do sistema capitalista.
Por essa razão, os ambientalistas foram chamados pelos conservadores de “melancias”, quer dizer, verdes por fora, vermelhos por dentro. Esse apelido justificava-se mais pela novidade que os ecologistas representavam do que propriamente por suas posições políticas. Leia mais em Economia Verde.
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VOCÊ SABIA?
> Xico Graziano radicalizou a agenda ambiental: ações de curto prazo, com rigor e parcerias, e de longo prazo, para a educação ambiental.
> Xico Graziano fez parte da equipe que criou em 1983 o Conselho Estadual de Meio Ambiente de São Paulo, embrião da atual Secretaria.
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